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Bom, como a cozinha é uma parada meio que aleatória, não sei nem ainda as paradas que vou falar, conforme as idéias forem vindo vou falando.

Uma das coisas que eu queria falar, é sobre a casa nova de shows que abriu aqui no Rio de Janeiro. Todo mundo sabe que o Rio é muito carente em relação às casas com boa música – salvo o grupo matriz – que mais especificamente, nada voltado ao punkrock e/ou suas vertentes. Fiquei muito feliz ao ser convidada pro show do Driving Music na sexta feira do feriado na Drinkeria Maldita de Copacabana. Fui meio de pé atrás, sei lá, né? Mas porra, cheguei lá a parada é mesmo muito bacana. Visualmente, o lugar é muito agradável, principalmente pela decoração das paredes com posters de bandas fodas cito exemplos Black Flag ou Rancid. Ar condicionado bombando, qualidade dos equipamentos dos shows, variedade do cardápio…Já voltei lá. Ontem foi show do Garage Fuzz e foi muito bom ver uma cena – pelo menos alguma – no Rio. Sabe, é muito bacana você poder sentar e trocar idéia com os amigos num lugar que tem bom gosto e boa música. Parabéns pra organização e produção da casa pelo trabalho. Que vocês sejam muito felizes nesse novo negócio, e como já sabem, podem contar comigo pro que precisarem e é claro estiver ao meu alcance.

Falando do Garage Fuzz, assistir a um show deles é sempre diversão garantida. Há um bom tempo não os via ao vivo e fiquei muito satisfeita com o show. Rolou um probleminha no vocal lá, mas resolveram rápido, coisa normal. A casa tava relativamente cheia e levei o Sam Williams do Down By Law pra assistir o show dos caras também. Muito maneiro ele me pedir pra levá-lo ao Farofa pra parabenizá-lo pelo show.

O show do Down By Law foi demais. Apesar do público MUITO pequeno – é, Rio é foda, cara… Eu coloquei a mão na boca de susto quando entrei no show do Cólera e vi meia dúzia de gato pingado dentro do Circo Voador. Pô, é triste ver um show de uma banda que a gente gosta muito vazio. Não sei quem produziu o show, paguei pra entrar – como na maioria das vezes – mas confesso que em relação a divulgação e outras coisinhas, a produção merece nota zero. Eu mesma não recebi nenhum press release do show do Rio enquanto a Web Rockers que fez em SP se não me engano, foi super atenciosa, intercedendo até pela nossa entrevista. Alguém que recebeu o mailing do Circo Voador, me disse que o headline era “Down By Law pela primeira vez no Brasil” ¬¬ Sem comentários sobre o descaso. Tirando isso, foi muito bom ver Dave Smiley mais uma vez pulando no palco como se tivesse 20 anos apesar dos 45. Originais da banda mesmo eram só o Dave e o Sam, o baixista e o batera eram convidados.Perguntei pro Sam sobre o Milo (batera) e Keith (baixo) e disse que a filha do Milo tinha se matado aí há pouco tempo e ele tava muito fudido e o Keith tava enrolado por questões geográficas. Enfim, merdas à parte, eles tocaram uma porrada de música foda, Punk As Fuck, Last Brigate, Hit or Miss, Superman, Flower Tattoo, Burning Heart, Best friends, 1944, No Equalizer e entre outras tocaram também 500 miles e USA Today que foi estragada por um cara que sei lá o que se passava na cabeça dele na hora  que tentou  – e conseguiu – estragar as porras das músicas tirando o mic do Dave. Não tocaram Radio Ragga porque segundo ainda o Sam, os músicos não tiveram tempo pra aprender a tocá-la, já que não é uma música muito fácil. Tirei umas fotos com uma camêra alheia, quando a pessoa me mandar, posto aqui mesmo alguma – se estiverem em boas condições, claro.O importante é dizer que, os caras fizeram um show pra 200 pessoas (tou chutando) como se estivessem fazendo pra 3000. Punk Rock days are here again!


Update 11/05/2009 às 16:16: Fotos

Dave Smiley @ Circo Voador RJ. Foto por mim (rs.)

Sam Williams @ Circo Voador RJ. Foto por mim (rs.2)

André do Nitrominds relembrando velhos tempos

Saindo dessa linha, tenho ouvido muito (há uns meses) uma banda chamada Sun Kil Moon. Banda do Mark Kozelek, que provavelmente você nunca ouviu falar, mas possivelmente já ouviu falar de Red House Painters. Ghosts of Great Highway não sai do meu mp3 e ouço pelo menos uma vez por dia. Uma obra-prima sério. Tem uma música de 14 minutos chamada “Duk Koo Kim” que eu só fui perceber que tinha 14 minutos quando eu fui voltar uns segundos pra ouvir bem o xilofone. Me assustei e pensei “Caralho, 14 minutos de música???Como?” É isso mesmo. São imperceptíveis 14 minutos falando sobre a luta de boxeador coreano Duk Koo Kim contra Ray Mancini que acabou em tragédia. Ray Mancini em 14 assaltos (coincidência?) acabou matando Duk Koo Kim de porrada. O cara ficou em coma 5 dias mas não aguentou. A mãe do Kim se matou três meses depois do ocorrido e o ábitro da luta também se matou em 83. Depois da luta, Ray Mancini nunca mais foi o mesmo, e se culpou por muito tempo pela morte de Kim.Pra mim isso foi uma história nova, já que não sou muito envolvida em paradas de esporte, me desculpe quem já tá careca de saber disso. Além de Ray Mancini e Duk Koo Kim, Kozelek fala no disco sobre Salvador Sanchez e Pancho Villa, ambos boxeadores também. Uma coisa bacana é que as faixas Salvador Sanchez e Pancho Villa tem a mesma letra, só arranjos diferentes.

Assista a luta emocionante de Ray Mancini e Duk Koo Kim:

E ouça aqui uma versão ao vivo (e não inteira ) de uma das músicas mais bonitas na minha opinião:

Falando mais um pouquinho mais do Sun Kil Moon, o projeto paralelo do Kozelek  faz uma homenagem ao boxeador coreano Sung-Kil MoonGhosts Of Great Highway é o primeiro disco de Kozelek  lançado pelo selo Jetset Records. Em 2003 ele relançou o disco sob seu selo, Caldo Verde, em edição dupla cheio das sacanagens, faixas bônus e um cover de “Somewhere” do Leonard Bernstein. Gente, então baixem esse disco e tenham mais um clássico na sua biblioteca musical.

Tá bom né?

Se liguem no meu chart musical essa semana:

1 Play
39
2 Play
30
3 Play
27
4 Play
19
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18
6 Play
16
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13
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11
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8
10
2
11 Play
1
11 Play
1

E tamo aí. Pra quem se amarra em dar o feedback, fernanda@punknet.com.br. Feedbacks são muito apreciados sempre.

Tearing up the oxygen to find one another .

A video by Ryan Sterritt.

Essa foi demais! A ADIDAS divulgou esses dias a nova linha de pisantes  com a logomarca da Revelation Recs.

O modelo promocional festeja o lançamento de número 150 do selo, que já mandou para o mercado nomes como Dag Nasty, Farside, Gorilla Biscuits, Sense Field, Gameface,  Youth Of Today entre muitas outras que desde sua fundação em 1987 marcou a história do punkrock. Segundo a Sneakersbr, devido ao atual diretor de merchandise da linha de vestuário da ADIDAS ser um ex bateriasta da Backlash e ex consultor de marketing da REVELATION, fechou o projeto, que conta ainda com a participação de Jordan Cooper, o dono da gravadora, e que usa a versão vulcanizada do CAMPUS como plataforma.

Não há informações sobre a comercialização do produto, o que é uma pena. O negócio agora é impreguinar a caixa de email da REVHQ pra tentar conseguir que eles vendam.

Pelo menos tocou Maritime.

“muito triste” é como me sinto hoje.

Adiantada, eu? Jamaz.

Tou zarpando  do Rio com as minhas amizades, nada melhor.

A qualidade do som é meio precária, infelizmente. Mas a imagem inspira reflexões.

The New Year

Death Cab For Cutie

So this is the new year
And I don’t feel any different
The clanking of crystal
Explosions off in the distance
(In the distance)

So this is the new year
And I have no resolutions
For self-assigned penance
For problems with easy solutions

So everybody put your best suit or dress on
Let’s make believe that we are wealthy for just this once
Lighting firecrackers off on the front lawn
As thirty dialogues bleed into one

I wish the world was flat like the old days
Then I could travel just by folding a map
No more airplanes, or speedtrains, or freeways
There’d be no distance that can hold us back

There’d be no distance that could hold us back
There’d be no distance that could hold us back

So this is the new year
So this is the new year
So this is the new year
So this is the new year

Feliz Ano Novo pra você  epraquefodasuafamília.

Chuvinha fina e clima nostálgico no ar. Quem era frequentador do Beco da Bohemia, Casarão Amarelo ou Caxanga há mais ou menos uma década atrás, reencontrou velhas figurinhas que circulavam pelo underground naquele tempo. Hoje, pessoas um bocado diferentes, com mais barriga ou menos cabelo e pelo menos ontem, adolescente no coração.

Namastê Club, uma casa praticamente inédita para a maioria. Eu mesma nunca tinha nem ouvido falar no lugar. Lá a coisa é mais voltada a música eletrônica e Black. Mas a localização é  boa, transporte fácil, sem difilcudades para chegar. A casa é realmente anexo ao Jóquei, com estacionamento e cerveja gelada na porta por 2 reais. A casa em si é bem bacana, decorada e de tamanho considerável. Não sei se a vendagem de ingressos foi sold out, mas, para um evento de punkrock underground estava bem cheio. Rodinhas de velhos companheiros, conversavam e se divertiam falando sobre bandas que hoje já não existem mais, extintas casas de shows e personalidades cativas e fatos da cena em outras épocas. A confraria estava reunida para um dos shows mais esperados do ano:sim, era o Face To Face quem comandaria a noite.

Abertura do Stellabella e do Rivets que não assisti, mas dizem que foi bom, que inclusive os integrantes do Rivets estavam com a mesma roupa do último show.

Com uma espera quase insuportável de meia hora, gritos com sotaque latino – provavelmente de zuação – de “Face To Face” foram interropidos pela música “Bob” do NOFX que todos prontamente começaram a cantar junto: “I won’t think about nothing/ Now I gotta do something else”,  OI OI OI!”

Trever e cia entraram no palco sob com o riff de “Walk The Walk” para nossa natimorte. O set list do show foi basicamente o programado pra tour, nada de diferente – pelo que eu me lembre. “Struggle”, “Ordinary”, “You Lied”, “Blind”, “Velocity”, “Disconnected” e tudo mais que encha um belo prato foi tocado. Destaque é claro para “Pastel” que o Scott brinca de tocar baixo, e o cover do Descendents – versão turbo – “Bikeage” pra fechar a tampa. Uma pena não terem tocado “Sensible” e nenhuma do “Ignorance Is Bliss”. Mas vale dizer que tudo funcionou perfeitamente e as pisadas no pé, os banhos de cerveja, o suor da cabeça aos pés e o choro inevitável de alguns, pouco fazia diferença para quem estava ali para compartilhar o momento. Desconhecidos e conhecidos se abraçavam para “sing along together” e compartilhar desde bebidas até sentimento. Eu mesma abracei gente que eu nunca vi na vida.

Hora de ir embora com a alma lavada e trocar a camiseta molhada por outra seca guardada na mochila, como nos velhos tempos.

FOTOSFOTOSFOTOSFOTOSFOTOS


Observações: Gostei do batera que tá excursionando com a banda, Danny o nome dele. De costas, é o Bambo.

O palco era baixo demais.

Os seguranças eram uns idiotas. Provavelmente nunca viram um show de punkrock na vida.

Dizem as más linguas que eles não tocaram nenhuma do ignorance – só aqui as pessoas gostam desse disco- e parece que eles pretendem fazer uma turnê aqui no futuro só desse álbum. Acho difícil, mas o Trever é meio doido, é capaz de chamar aqueles muleques do DVD pra excursionar… vamos aguardar.

é isso.

=)

There was a hush inside the air
When you were lying on the stairs
Feeling the world had scattered there
Like little feathers on the air
Shearwater – A hush

Um shearwaterzinho pra des animar.

Minha entrevista com Trever Keith do Face to Face tá no ar. Vai sair na gringa também, fiquem no aguardo.

blé.

Enquanto isso assistam o mini-documentário da Punkstar (Daniel Ferro), muito bacana, principalmente aos 3:50min, me arrepia da cabeça aos pés imaginar estar ali. TERÇA FEIRA!!!

Thanks for the kind words about the band Fernanda. We are really looking forward to the trip.

-Trever

Hahaha!! :)