É a evolução bebê!
by Fernanda Alcantara
Demorei mas voltei.
Muita coisa acontecendo, muito show, muita gente bonita e clima descontraído. Ahhh como é bom ser jovem!
Acordei no último domingo com uma vontade de ver Pearl Jam… Ih caralho, é mesmo, tem show mais tarde! Beleza. Mas tá sold out e eu não tenho ingresso… Partiu de missionária rata então.
Colei cas amigue e parti rumo ao Sambódromo. Em meio a forrada prévia obrigatória no estômago, fui dar aquela facebucada, me deparo com um amigo vendendo um par de ingressos. Boa. Chamei os outros amigos ratos para disputar no palito quem ia comprar comiga e missão dada é missão cumprida.
Chegando no Sambódromo, me assustei com a falta de roqueiros-come-lixo. Poxa, show do Pearl Jam e ninguém pra me entreter e tava cedo para caralho. Já que é assim, resolvi xurumar by myself em ilustríssima companhia.
É pra ficar feio mesmo. Temos que representar a classe.
Cansados de esperar e o maluco nada de chegar com os ingressos. Tava boladona de amor já.
Quase 7 o cara chega com os convites e quando abro o envelope, TEI! PISTA PREEEEMIUM MANÉÉÉ!
Pensei com meus botões que não seria muito jogo entrar numa hora daquela na Pista 1 já que tava tarde e eu iria ficar num lugar bem ruim. Então, ligamos pro Paulinho (nosso cambista preferido) e trocamos nosso ingresso pra ficar de coroa na arquibancada. Melhor coisa que eu poderia ter feito…
Cara, tava muito cheio de sério com força. Ainda bem que a tecnologia ajuda nessas horas. Encontrados os respectivos parceiros, só restava mesmo aguardar na disciplina – sentada na arquibancada com perna de chinês, porque simplesmente nao tinha espaço pra sentar normal.
Eddie Vedder, seu vinho e muito charme começou com Unthought Known do ultimo disco e seguiu com Last Exit, que pelo que me falaram foi a primeira música do show de 2005.
O som no geral tava fraco, tava abaixo da minha expectativa. O som do Radiohead por exemplo, tava 50 vezes melhor. Tava baixo e precisava de ajustes, não sei. Mas confesso que sou muito exigente e teve gente que nem percebeu ou então ignorou, mas me incomodou um pouco.
Depois disso, emendaram Blood e Corduroy. Set que deixou muita gente em silêncio, ávidos pelos hits. Eu adorei. Nisso, Vedder veio com o maior papelzão na mão lendo uma porção de coisa em português: “Eu me lembro muito bem desse lugar” ou algo assim. Curti.
Muito bom chorar com os amigos assistindo um show desse naipe, cara.
Depois disso rolaram mais algumas e pra alegria da xurumada: Given to Fly, Even Flow, Daugther.
Rolaram todas as necessárias, mas para minha surpresa agradável, rolou Habit, juro que não esperava.
Após 1h e tal de show, eles saíram do palco e voltaram pro primeiro bis. Começou com Come Back em homenagem ao Joey Ramone que segundo o Eddie “Esta música é para meu amigo Joey Ramone. Ele adorava o Brasil. Eu sinto saudade dele todos os dias” em Português mesmo. Achei fofo demais, uma gracinha! Seguiu com o cover de I Believe in Miracles - juro que vi gente de cara amarrada – e para maior alegria do povão aleatório, Do the Evolution e Jeremy que apesar de batidaça vale a pena ver:
Naquela de vai-que-não-vai, voltaram lançando um Plink Floyd,abrindo a porteira pros farofeiros de plantão: Better Man, Black e Alive. A última arrepiou até os mais haters. Confira:
Nessa hora eu já tava mortinha com farofa e sentadinha vendo a galera ralar pra casa e eis que me voltam com Yellow Ledbetter pra acompanhar a saída.
Set list:
Unthought Known
