Eu tava na dúvida, juro. Dois shows, mais ou menos o mesmo horarário: Sérgio Ugeda (Debate) na Rebel e No Use For A Name no Odisséia. Tá, o maluco do Debate é brasileiro e tudo, mas porra, os shows dele são raros… NUFAN eu os vi e os entrevistei [post:The silence is made with sound] recentemente da primeira vez que vieram ao Brasil, há coisa de menos de dois anos. Então a dúvida realmente ficou. Mas, preguiça + celular silencioso = a sair de casa tarde e sozinha. Acabei indo para o Teatro Odisséia mesmo.
Como são engraçadas as coisas… Eu nunca tinha comprado o ingresso antecipado, claro. Cheguei lá, pedi uma informação a um vigilante da casa, que prontamente me atendeu com toda grosseria que houver nessa vida. “Tem mais ingresso não” eu: “ahn, como assim?” Mas, sei lá, acho que eu assusto as pessoas com meu modo incisivo de ser e disse em tom até meio altivo: “Cara, não era essa informação que tinha no site, desculpe” num ato meio que institivo, peguei o telefone – pra ligar não sei pra quem, pra quem eu devia me reportar caso acontecesse isso, tava dentro da casa, era só pedir pra chamar! Ha ha. Sério, o cara ficou meio que sem saber o que fazer e me mandou pro lugar que ele deveria ter me mandado desde o início. Organizadores de show, principalemnete de médio porte e sobretudo de Punk Rock, deviam tomar o cuidado de orientar esses profissionais que são na sua maioria muito toscos, grossos e rudes. SEMPRE rola problemas na hora do stage dive, no pogo etc…
Entrei na parada umas 10 horas e achei engraçado as bandas estarem no terceiro pavimento. Achei engraçado porque foi diferente, mas achei bacana a idéia. Um calor do caralho e todas as bandas do mundo pra abrir. Vi um pedaço do Madame Machado, já que todos falam bem deles. Com razão. Super animado com um skazão tudo a ver. Tocaram a versão ska de Take On Me que o Reel Big Fish fez, bem tocadão. O batera deu umas “capadas” mas nada fora do normal.
Quando não aguentei mais as bandas e o calor infernal, desci. Peguei mais um chopp e espertamente paguei minha comanda, a casa tava “colocando gente pelo ladrão” então, na hora da saída ia ser o caos. Arrumei um lugar bom no mezanino e tôma-lhe de esperar. Conversa com um ali, papo furado com outro acolá e tudo pronto pra começar.
O No Use já começou começando, com “Invencible”. Vi toda a roda de cima e fiquei feliz por estar ali naquele lugar. Tocaram todas as classics e fizeram um monte de versãozinha manera. Em The Answer Is Still No, por exemplo, após o clássico “What’s Your Name? ” e a resposta automática da platéia “Fuck You That’s My Name”, entra um dub/reggae muito aleatório. Pô, achei mto bacana. De restante das músicas, todos os hits e a incidental do Making Friends – aquela da gaitinha de fole - numa versão hardcore “Jane and Paul, I hate you most of all” e para nossa surpresa The Trooper do Iron Maiden, cara! Tudo bem que eu queria que eles tocassem aquele cover do Kiss - Beth - que tem também na incidental do MF, mas beleza.
Aí um videozinho que um cara que tava do meu lado fez. Eu não conheço e nem nunca vi mais gordo, só procurei no iutubiu hoje porque eu vi ele filmando. Se prestarem atenção vão ouvir minha voz cantando “Soulmate” haha
Acabado o show, peguei meu bonito taxi de volta para o subúrbia, chegando por aqui por quase 3 da matina.
Pior não é isso. Pior é ligar pra um amigo que foi ao tal show do Maluco do Debate + o tal de Ketman (que inclusive é gringo) e ele me dizer: “Cara, não teve show. As bandas simplesmente não apareceram” Fala sério, isso sim é muito escroto. Ainda bem que eu não fui.
De qualquer forma, domingo vou dar uma passada na Rebel pra prestigiar o show do nosso amigo Fábio Andrade ou Driving Music, ou Sr. Invisible ou que seja. Para quem quer saber mais, eis a planta completa.
No Winamp – Rescue – Like Deja Vu, Like Deja Vu