“Fernanda, esteja em São Cristovão às 7 pra gente partir pro show, vamo ter que chegar cedo.”
“Tá, vou me arrumar aqui e te encontro lá. Que horas são?”
“Seis e dezoito”
“Puta que pariu!”, pensei. Caralho, nunca vou estar às 7 em São Cristovão… Banho never, né? Só coloquei aquele All Star safadão, e parti pra tentar entrar gratuitamente no show do Muse ontem, no tal do Vivo Rio.
Não sou fã de Muse não, e nem nunca fui - só pra para os mais desavisados: tenho aquele disquinho aqui, o Origin Of Symmetry que nunca me convenceu. Mas de graça, né? E não vou falar o resto do clichê.
Às incríveis 7:30 estávamos no carga/descarga do Vivo Rio. Aquele lerolero e pá, tamo dentro. Após algumas escadinhas espremidas, demos de cara com um dressing room, que era a única porta a se entrar então… Entramos. Cara, vários gringos e produção do show jantando, era uma copa improvisada. Maluco, só comida bonita, taças e essas coisas gramurosas. Senti vergonha de mim mesma por estar ali naquela hora e um cara bem gentil atendeu a gente. Perguntamos por quem tínhamos de perguntar e seguimos nosso rumo.
Pulserinhas devidamente colocadas, aí era relaxar e esperar o show. Nunca vi o show de abertura, não sei nem quem abriu, tava lá no hall conversando com a rapaziada que ia chegando.
Todas as pessoas do mundo na fila lá fora, o que efetivamente me surpreendeu. Não esperava ver tanta gente, o bagulho foi doido mermo. Rio de Janeiro, né poxa vida, sempre com os eventos mega falidos, fiquei perpléta.
Muita gente esquisita, cara. Pseudo-indie-hypes-clowns davam até medo. Nego leva a sério esse lance de se “montar” pra show, papo reto. Tive até vergonha alheia por alguns.
O Vivo Rio é uma casa relativamente nova por aqui. Famosa por ter som ruim, péssima localização e tudo mais de merda, não achei tão ruim assim. Seria o meio termo entre Canecão e Metropolitan (ah sei lá que diabos de Hall é agora) em relação ao tamanho. O som, ao contrário do que se diz por aí, nem achei merda. Vale lembrar que fiquei lá atrás, na raba do bagulho mermo, encostada no bar feito uma paxá. Senti frio em determinados momentos e meio surda no final. De onde eu tava, consegui ouvir os instrumentos bem e vi tudinho. E um viva à velhice!
Cheio para pênis, o show começou com uma música tipo ópera, li por aí que é Dance Of The Knights, mas tou por fora. Foda-se a introdução, eu queria ver os teclados. Sim senhor, a graça do Muse pra mim são os synths, moogs e lerolero. Mas… Quem é o tecladista no jogo do bicho, me perguntava. Os teclados danados tocando e eu procurando. Nisso vi um cara meio que escondido atrás da bateria tocando os bichos. Gente! Quê isso! Fiquei deveras chateada em saber que o cara é um contratado. Pelo menos tocou direitinho.
O trio britânico em si, não são a interação em forma de pessoas no palco. Performance em grupo, ok. Só. O guitarrista toca pra caralho, não digo o mesmo pro batera, que tentou ser o sr. engraçadinho.
Po cara, me senti na bróduei, mano. Muitas luzes, confetes, fumaças e essas coisas caóticas. Porra, um telão que, meu amigo, passava umas animações fuderengas de bacanas e o íncrível era a sincronia com as músicas. Tudo certinho, tanto a iluminação quanto telão, músicas e etc. Tão certo que dá até pra desconfiar. A voz do vocal nem se fala, o maluco é indiscultivelmente bom e seus 65464875454574874165 efeitos e delays e reverbes (por que não pro tools?) inclusos, obrigada.

Quê isso hein, ném?

Olha o telão BOLADO MEGABLASTER!
Rolaram uns confetes na platéia que não sei a procedência em Feeling Good. Ficou bonitinho, ainda mais com a animação das abelhinhas, mas me lembrou o lançamento do Bloco do Los no Canecão. Dá um visu legal mermo.
PENA que não achei nenhuma foto com as bolas gigantes infláveis que foram jogadas na galera no fim de Plug In Baby. Rolaram umas 10 bolotas brancas, com mais ou menos um metro e tal de circunferência, grandonas mermo. Quando estourava, saía papel prateado picado, bonito até. Se rolasse aquela farinha de trigo, ia ser mais legal ainda. Mas isso é coisa de brasileiro macaco, né?
Bom show pra banda que no fim das contas é nada mais nada menos que uma mistura de Arctic Monkeys com Killers. Ou seriam eles o A-ha dos tempos modernos? Hein, Lulu Santos? Ahn? Deixa pra lá… (y)
Currently playing: Diagonal – Detouring Track (agora sim, falamos de música boa)
One Comment
“…uma mistura de Arctic Monkeys com Killers..” tsc, tsc, tsc…é lamentável!
sem mais.