E aí macacada que bate o ponto aqui, beleza? E a saúde como vai?

Bom, esses dias tive más notícias e fazer boas aquisições dão um levante na moral. Comprei dois livros, um deles queria muito, mas estava sem coragem para comprar. Adquiri “1001discos para ouvir antes de morrer” e “De A-Ha a U2″ do Zeca Camargo. Tava meio com o pé atrás a respeito do segundo, apesar da curiosidade. Passado um terço do livro lido, posso concluir que não é a coisa mais foda do mundo mas é interessante de certa forma, notar que um cara experiente, viajado e tudo mais, tem suas inseguranças e também fala merda com artistas – já não me sinto tão mal de simplesmente ter “esquecido” (aaaah que ódio) quem era Bil Steveson numa ocasião dessa aí num passado não tão distante. Enfim, não querendo comparar – o cara entrevistou até a Björk, né? – todo mundo passa aperto com artista, do pequeno ao gigante. Já o primeiro livro, é um guia bem mais grosso que o próprio velho testamento. Ilustradíssimo, traz mesmo, 1001 discos,cada um com uma resenha, ficha técnica imagens, arrumados por décadas. Fiquei feliz por ver dentre aquelas listas Elliott Smith, Ryan Adams, Antony and the Jonsons, Pavement, Sugar e por aí vai. Tenho muita coisa que ouvir ainda na vida.

Meu chart da semana no lastfm mostra mais ou menos o que eu ouvi na semana – é, ouço música na rua e não tenho iPod, então não há como contabilizar. Meu top dessa semana é Jeff Caudill, carinhosamente apelidado por mim de Jeff Caldinho. Depois de garimpar um tempo, consegui dois discos dele. Mas, quem é esse cara? Ele era vocalista do Gameface, eminho que eu nem curtia – e nem curto – muito e muita gente gostava a beça no fim da década de 90. “Here’s What You Should Do” é um disquinho delicioso e acústico, rico no background – identifiquei vários instrumentos aleatórios e barulhinhos – o que dá um toque especial a voz pop de Jeff. “Destination” é minha favorita mas todas são show de bola.

Ouça o disco aqui.

Apesar de não estar no meu chart essa semana (vai entender) tenho ouvido MUITO o “Ghosts of the Great Highway” do Sun Kil Moon. Porra que disco, cara! Um dos meus amigos suecos me indicou e disse “Esse é do tipo que muda a vida de alguém” Tá, não mudou minha vida, mas me fez pensar em muitas coisas. O disco é de 2002, e é na linha de Songs: Ohia, Damiem Jurado, Iron & Wine, Magnolia Electric Co e essas coisas lindas e belas. Disco para se ouvir sozinho e olhando pela janela num dia chuvoso.

Baixe o disco aqui (lá tá escrito que o disco é de 2007, mas é caô – a não ser que seja um relançamento.)

The Agency! Até que enfim achei. Tava foda de achar qualquer coisa deles. Diz meu amigo Cachorrones que tem um disco novo na praça, até subiu pra mim. Baixei, mas tou cabrera pra ouvir, vou ficando com o Engines por enquanto, tava atrás há um tempão…

Baixe os dois aqui antes que saia do ar.

Tinha ouvido o “Machine 15″ do Millencolin antes do lançamento no myspace, mas meu aval na hora foi “ah normal e com muitas coisas caóticas”. Eu tava esperando um discaço no naipe do Home From Home, já que é o mesmo produtor – esqueci o nome do caboco agora. Enfim, não dei muita credibilidade ao disco, achei abaixo do ok na época- como se eu tivesse ouvido anos antes do lançamento- e deixei pra lá. Esses dias fui na casa do meu amigão Bola e fiz uma cata lá, e dentre os escolhidos tinha esse do Millencolin. Vim pra casa ouvindo. Fui achando legal, legal… até chegar a música 9 “Brand New Game” e ficar com cara de mongolóide risonha com a letra. Retiro meu sentimento anterior pelo disco, é bom sim, gente!

Pra fechar a tampa hoje, assistam esse vídeo. É o projeto acadêmico de um muleque que tocou “Nude” do Radiohead só com peças de computador velhas -(eu disse “tocou” e isso significa que tem vocal também)

Sem comentários.

Fodam-se todos vocês.

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