Eu estava adiando fazer o segundo podcast porque o primeiro ficou uma merda, odiei ouvir minha própria voz. Mas.. Todo mundo sabe que eu adoro fazer playlists temáticos, não é de hoje. Aí, eu de bobeira na sexta feira passada – dia dos namorados – observando os nicks no msn – “Feliz Natal”, “Namorados de cu é rola” e etc – me inspirou um playlist revoltado, com o tema “Bem melhor que você agora” no qual enfileirei mais de 30 músicas em menos de 5 minutos… Daí, por que não compartilhar? Me deu um trabalho do cão ajeitar essas musicas: computador velho+ transformação de formato+ mixagem+ lerolero, mariola. O resultado tá aí, não gravei nenhuma informação, não tenho nenhuma pra dar mesmo… De qualquer forma, tá aí 1h de música “revoltada” do pop ao underground. Bom divertimento!

Ouça ou baixe ou PRVTSCRM #2 aqui.


Currently listening:
Here’s What You Should Do
By: Jeff Caudill
Release date: 2005-05-10

(This time, in Portuguese…)

Gente, fiquei pasma com a passagem do Jay Bennett pra melhor – ou pior, vai saber. Assim que o disco do Wilco vazou, corri, baixei e tive uma  agradável surpresa: o disco veio MUITO aleatório, com paradas mega diferentes e cheguei até comentar com uns amigos chegados “Jay Bennett vai vai ter um filho colorido pela boca quando ouvir” e falei dele a semana inteira, fiz uns inocentes comentários do tipo “ele vai morrer, cara”,  até uma leve alfinetadinha  numa nota aqui no Punknet e uns dias depois, o cara vai e empacota. Para vocês terem uma idéia, eu falei tanto disso, que os mesmos amigos me apelidaram carinhosamente  de “boquinha de cemitério”.



Tá, e tu não sabe quem é Jay Bennett, né? Sabia…
Jay Bennett era um cara genial. Um mala, mas um grande músico. Sua carreira ficou marcada pela sua presença no Wilco – antes de ser saído a mando do patrão Jeff Tweedy, Sr. Wilco. Bennett esteve presente no Wilco nos discos mais conhecidos da banda: Being There (96), Summerteeth (99) e o neo-clássico Yankee Hotel Foxtrot (01), além das contribuições do Wilco com o folk Billy Bragg, nos dois volumes de Mermaid Avenue, lançados em 1998 e 2000. Para entender o relacionamento de Bennett e Tweedy, nada melhor que assistir I Am Trying to Break Your Heart, de Sam Jones. Acho que tem no Youtube até, procura aí legal. No início do ano, Bennett entrou com um processo contra Tweedy, por causa do documentário mesmo. Bennett era um músico ferrado de grana, não tinha plano de saúde e ficou meio fudido dos quadris, precisando de cirurgia e não tinha grana pra pagar — a assessoria dele divulgou isso duas semanas antes dele processar Tweedy.


Whatever Happened I Apologize, último disco solo dele de 2008, está disponível para download gratuito aqui, aproveite!

Falando um pouco do Wilco (The Album), nem preciso dizer que amei, né? Minhas favoritas são a toda tronxa  Black Bull Nova e  a bonitinha “You and I” que simplesmente tem solo ao contrário no final! Parla!!!

Falar em amar…

O QUE É ESSE DISCO NOVO DO DINOSAUR JR.?

Na moral, já dizia meu amigo Gil Brother, fiquei PERPLÉTA com o som novo no novo vídeo  dos caras. Que musicão essa “Over It”!! Ouça com seus próprios ouvidos e veja com seus… olhos!

Perceberam a personalidade no finalzinho do vídeo? Não? Mais uma chance. No bar e perto da caminhonete…

Dou-lhe uma,
dou-lhe duas,
dou-lhe três… Quem é?
Nada rapá! É o Mike Watt. Tá, você também não sabe quem é ele? OMG!! Google it!!


Mr. Watt BOLADÃO!


Voltando, eles usaram dublês para as manobras (o skatista é o  Kyle Leeper) e o novo disco, Farm,  que sairá oficialmete no fim desse mês já tá aí na praça — se é que você me entende. DISCAÇO.

Tá bom né?

inté.

Currently listening:
Aftershock
By Adam Dove
Release date: 2002-01-22

“I’ll tell you about punk rock: punk rock is a word used by dillitante’s and ah… and ah… heartless manipulators about music that takes up the energies and the bodies and the hearts and the souls and the time and the minds of young men who give what they have to it and give everything they have to it and it’s a… it’s a term that’s based on contempt, it’s a term that’s based on fashion, style, elitism, satanism and everything that’s rotten about rock’n'roll. I don’t know Johnny Rotten but I’m sure… I’m sure he puts as much blood and sweat into what he does as Sigmund Freud did. You see, what sounds to you like a big load of trashy old noise is in fact the brilliant music of a genius, myself . And that music is so powerful that it’s quite beyond my control and ah… when I’m in the grips of it I don’t feel pleasure and I don’t feel pain, either physically or emotionally. Do you understand what I’m talking about? Have you ever felt like that? When you just couldn’t feel anything and you didn’t want to either. You know? Like that? Do you understand what I’m saying sir?”

“Punk Rock” – from the album “Come On Die Young” in synch with video of the Iggy Pop Interview footage with Peter Gzowski (which the song samples) Copyright: Canadian Broadcasting Corp.

Currently listening:
Come on Die Young
By Mogwai
Release date: 2006-10-31

I don’t Know, maybe Mexico.

Puta que pariu cara, como All é bom. Hoje trabalhei o dia todo com músicas do All na cabeça, sei lá porquê. Tinha um tempão que eu não ouvia, mas ontem eu tava no Lemonheads mode on, pode ser isso também, entendeu né?

Tenho alguns originais do All aqui em casa, mas o que mais me orgulho em ter é o Pummel. Ô disquinho bom da porra. Muita gente compara pra caralho o All com Descendents e eu acho isso muito escroto. Elas não tem nada a ver, os propósitos são completamente diferentes – apesar dos músicos em comum. A sacanice e o sarcarsmo do Chad Price no All, principalmente no Pummel me encanta: “Even Jesus Christ turned water into wine” “Fuck me and same to you” em Self Righteous que fala de Straight Edges moralistas que deviam encher o saco deles na época – o disco é de 95.

Pummel é o primeiro disco do All pela Interscope Records (que deu uma certa merda pra banda, já que a parte promocional e marketing sobre o disco foi infernal pra eles. Porra, realmente muita pressão pra esses caras) apesar de ter saído primeiro na Cruz Records.

Pra quem não sabe, o batera do Descendents, Bill Stevenson – sim aquele gordinho desengonçado que toca pra caralho – é produtor de muita coisa boa por aí, Dá uma olhada na lista de parada absurda que ele fez e você nem sabia AQUI) além de compositor. Cara humilde pra cacete, much respect. Carl Alvares andou bem fudido aí há um tempo atrás. Punk pra caralho, não tinha seguro saúde e se fudeu aí de ataque cardíaco. Ficou endividado pra caralho e rolou aí várias paradinhas benificentes pra pagar os médicos dele. Mas entre punks e fudidos salvaram-se todos, o cara tá aí pronto pra outra. Sobre o Chad Price (deliça) a última que soube foi mesmo sobre o you can’t live this way Drag The River e sobre os shows em duo com o John Snodgrass… Quem souber novidades me fala.

Chad Price (Com Jon): Ahhh lá em casa....

Chad Price (Com Jon): Ahhh lá em casa....

Mudando de assunto mas não tanto, olhando o Myspace do Descendents, na parte de fotos de tatuagem… Hmmm… Fiquei realmente tentada em fazer outra tattoo tosca de propósito, só que agora do Descendents, perto da minha do Sense Field. Sobre a tattoo do logo Down By Law já tá decidida, falta só eu ter tempo de ir fazer. É. Da próxima ver que for ao estúdio saio com mais duas – (haha) e novamente volto ao número par, pra voltar o mais rápido possível…

***

Pra não perder o costume, uns downloads espertíssimos do cara mais fofo / talentoso ever:

David Bazan – Demo (1994)

David Bazan – The Man in Me (Bob Dylan cover)

E tu já me segue no Twitter?

Now Playing: All – Silence

Bom, como a cozinha é uma parada meio que aleatória, não sei nem ainda as paradas que vou falar, conforme as idéias forem vindo vou falando.

Uma das coisas que eu queria falar, é sobre a casa nova de shows que abriu aqui no Rio de Janeiro. Todo mundo sabe que o Rio é muito carente em relação às casas com boa música – salvo o grupo matriz – que mais especificamente, nada voltado ao punkrock e/ou suas vertentes. Fiquei muito feliz ao ser convidada pro show do Driving Music na sexta feira do feriado na Drinkeria Maldita de Copacabana. Fui meio de pé atrás, sei lá, né? Mas porra, cheguei lá a parada é mesmo muito bacana. Visualmente, o lugar é muito agradável, principalmente pela decoração das paredes com posters de bandas fodas cito exemplos Black Flag ou Rancid. Ar condicionado bombando, qualidade dos equipamentos dos shows, variedade do cardápio…Já voltei lá. Ontem foi show do Garage Fuzz e foi muito bom ver uma cena – pelo menos alguma – no Rio. Sabe, é muito bacana você poder sentar e trocar idéia com os amigos num lugar que tem bom gosto e boa música. Parabéns pra organização e produção da casa pelo trabalho. Que vocês sejam muito felizes nesse novo negócio, e como já sabem, podem contar comigo pro que precisarem e é claro estiver ao meu alcance.

Falando do Garage Fuzz, assistir a um show deles é sempre diversão garantida. Há um bom tempo não os via ao vivo e fiquei muito satisfeita com o show. Rolou um probleminha no vocal lá, mas resolveram rápido, coisa normal. A casa tava relativamente cheia e levei o Sam Williams do Down By Law pra assistir o show dos caras também. Muito maneiro ele me pedir pra levá-lo ao Farofa pra parabenizá-lo pelo show.

O show do Down By Law foi demais. Apesar do público MUITO pequeno – é, Rio é foda, cara… Eu coloquei a mão na boca de susto quando entrei no show do Cólera e vi meia dúzia de gato pingado dentro do Circo Voador. Pô, é triste ver um show de uma banda que a gente gosta muito vazio. Não sei quem produziu o show, paguei pra entrar – como na maioria das vezes – mas confesso que em relação a divulgação e outras coisinhas, a produção merece nota zero. Eu mesma não recebi nenhum press release do show do Rio enquanto a Web Rockers que fez em SP se não me engano, foi super atenciosa, intercedendo até pela nossa entrevista. Alguém que recebeu o mailing do Circo Voador, me disse que o headline era “Down By Law pela primeira vez no Brasil” ¬¬ Sem comentários sobre o descaso. Tirando isso, foi muito bom ver Dave Smiley mais uma vez pulando no palco como se tivesse 20 anos apesar dos 45. Originais da banda mesmo eram só o Dave e o Sam, o baixista e o batera eram convidados.Perguntei pro Sam sobre o Milo (batera) e Keith (baixo) e disse que a filha do Milo tinha se matado aí há pouco tempo e ele tava muito fudido e o Keith tava enrolado por questões geográficas. Enfim, merdas à parte, eles tocaram uma porrada de música foda, Punk As Fuck, Last Brigate, Hit or Miss, Superman, Flower Tattoo, Burning Heart, Best friends, 1944, No Equalizer e entre outras tocaram também 500 miles e USA Today que foi estragada por um cara que sei lá o que se passava na cabeça dele na hora  que tentou  – e conseguiu – estragar as porras das músicas tirando o mic do Dave. Não tocaram Radio Ragga porque segundo ainda o Sam, os músicos não tiveram tempo pra aprender a tocá-la, já que não é uma música muito fácil. Tirei umas fotos com uma camêra alheia, quando a pessoa me mandar, posto aqui mesmo alguma – se estiverem em boas condições, claro.O importante é dizer que, os caras fizeram um show pra 200 pessoas (tou chutando) como se estivessem fazendo pra 3000. Punk Rock days are here again!


Update 11/05/2009 às 16:16: Fotos

Dave Smiley @ Circo Voador RJ. Foto por mim (rs.)

Sam Williams @ Circo Voador RJ. Foto por mim (rs.2)

André do Nitrominds relembrando velhos tempos

Saindo dessa linha, tenho ouvido muito (há uns meses) uma banda chamada Sun Kil Moon. Banda do Mark Kozelek, que provavelmente você nunca ouviu falar, mas possivelmente já ouviu falar de Red House Painters. Ghosts of Great Highway não sai do meu mp3 e ouço pelo menos uma vez por dia. Uma obra-prima sério. Tem uma música de 14 minutos chamada “Duk Koo Kim” que eu só fui perceber que tinha 14 minutos quando eu fui voltar uns segundos pra ouvir bem o xilofone. Me assustei e pensei “Caralho, 14 minutos de música???Como?” É isso mesmo. São imperceptíveis 14 minutos falando sobre a luta de boxeador coreano Duk Koo Kim contra Ray Mancini que acabou em tragédia. Ray Mancini em 14 assaltos (coincidência?) acabou matando Duk Koo Kim de porrada. O cara ficou em coma 5 dias mas não aguentou. A mãe do Kim se matou três meses depois do ocorrido e o ábitro da luta também se matou em 83. Depois da luta, Ray Mancini nunca mais foi o mesmo, e se culpou por muito tempo pela morte de Kim.Pra mim isso foi uma história nova, já que não sou muito envolvida em paradas de esporte, me desculpe quem já tá careca de saber disso. Além de Ray Mancini e Duk Koo Kim, Kozelek fala no disco sobre Salvador Sanchez e Pancho Villa, ambos boxeadores também. Uma coisa bacana é que as faixas Salvador Sanchez e Pancho Villa tem a mesma letra, só arranjos diferentes.

Assista a luta emocionante de Ray Mancini e Duk Koo Kim:

E ouça aqui uma versão ao vivo (e não inteira ) de uma das músicas mais bonitas na minha opinião:

Falando mais um pouquinho mais do Sun Kil Moon, o projeto paralelo do Kozelek  faz uma homenagem ao boxeador coreano Sung-Kil MoonGhosts Of Great Highway é o primeiro disco de Kozelek  lançado pelo selo Jetset Records. Em 2003 ele relançou o disco sob seu selo, Caldo Verde, em edição dupla cheio das sacanagens, faixas bônus e um cover de “Somewhere” do Leonard Bernstein. Gente, então baixem esse disco e tenham mais um clássico na sua biblioteca musical.

Tá bom né?

Se liguem no meu chart musical essa semana:

1 Play
39
2 Play
30
3 Play
27
4 Play
19
5 Play
18
6 Play
16
7 Play
13
8 Play
11
9 Play
8
10
2
11 Play
1
11 Play
1

E tamo aí. Pra quem se amarra em dar o feedback, fernanda@punknet.com.br. Feedbacks são muito apreciados sempre.

Tearing up the oxygen to find one another .

A video by Ryan Sterritt.

Eu tava na dúvida, juro. Dois shows, mais ou menos o mesmo horarário: Sérgio Ugeda (Debate) na Rebel e No Use For A Name no Odisséia. Tá, o maluco do Debate é brasileiro e tudo, mas porra, os shows dele são raros… NUFAN eu os vi e os entrevistei [post:The silence is made with sound] recentemente da primeira vez que vieram ao Brasil, há coisa de menos de dois anos. Então a dúvida realmente ficou. Mas, preguiça + celular silencioso = a sair de casa tarde e sozinha. Acabei indo para o Teatro Odisséia mesmo.

Como são engraçadas as coisas… Eu nunca tinha comprado o ingresso antecipado, claro. Cheguei lá, pedi uma informação a um vigilante da casa, que prontamente me atendeu com toda grosseria que houver nessa vida. “Tem mais ingresso não” eu: “ahn, como assim?” Mas, sei lá, acho que eu assusto as pessoas com meu modo incisivo de ser e disse em tom até meio altivo: “Cara, não era essa informação que tinha no site, desculpe”  num ato meio que institivo, peguei o telefone – pra ligar não sei pra quem, pra quem eu devia me reportar caso acontecesse isso,  tava dentro da casa, era só pedir pra chamar! Ha ha. Sério, o cara ficou meio que sem saber o que fazer e me mandou pro lugar que ele deveria ter me mandado desde o início. Organizadores de show, principalemnete de médio porte e sobretudo de Punk Rock, deviam tomar o cuidado de orientar esses profissionais que são na sua maioria muito toscos, grossos e rudes. SEMPRE rola problemas na hora do stage dive, no pogo etc…

Entrei na parada umas 10 horas e achei engraçado as bandas estarem no terceiro pavimento. Achei engraçado porque foi diferente, mas achei bacana a idéia. Um calor do caralho e todas as bandas do mundo pra abrir. Vi um pedaço do Madame Machado, já que todos falam bem deles. Com razão. Super animado com um skazão tudo a ver. Tocaram a versão ska de Take On Me que o Reel Big Fish fez, bem tocadão. O batera deu umas “capadas” mas nada fora do normal.

Quando não aguentei mais as bandas e o calor infernal, desci. Peguei mais um chopp e espertamente paguei minha comanda, a casa tava “colocando gente pelo ladrão” então, na hora da saída ia ser o caos. Arrumei um lugar bom no mezanino e tôma-lhe de esperar. Conversa com um ali, papo furado  com outro acolá e tudo pronto pra começar.

O No Use já começou começando, com “Invencible”. Vi toda a roda de cima e fiquei feliz por estar ali naquele lugar. Tocaram todas as classics e fizeram um monte de versãozinha manera. Em The Answer Is Still No, por exemplo, após o clássico “What’s Your Name? ” e a resposta automática da platéia “Fuck You That’s My Name”, entra um dub/reggae muito aleatório. Pô, achei mto bacana. De restante das músicas, todos os hits e a incidental do Making Friends – aquela da gaitinha de fole -  numa versão hardcore “Jane and Paul, I hate you most of all” e para nossa surpresa The Trooper do Iron Maiden, cara! Tudo bem que eu queria que eles tocassem aquele cover do Kiss - Beth - que tem também na incidental do MF, mas beleza.

Aí um videozinho que um cara que tava do meu lado fez. Eu não conheço e nem nunca vi mais gordo, só procurei no iutubiu hoje porque eu vi ele filmando. Se prestarem atenção vão ouvir minha voz cantando “Soulmate” haha ;)

Acabado o show, peguei meu bonito taxi de volta para o subúrbia, chegando por aqui por quase 3 da matina.

Pior não é isso. Pior é ligar pra um amigo que foi ao tal show do Maluco do Debate + o tal de Ketman (que inclusive é gringo) e ele me dizer: “Cara, não teve show. As bandas simplesmente não apareceram” Fala sério, isso sim é muito escroto. Ainda bem que eu não fui.

De qualquer forma, domingo vou dar uma passada na Rebel pra prestigiar o show do nosso amigo Fábio Andrade ou Driving Music, ou Sr. Invisible ou que seja. Para quem quer saber mais, eis a planta completa.

No Winamp – Rescue – Like Deja Vu, Like Deja Vu

Essa foi demais! A ADIDAS divulgou esses dias a nova linha de pisantes  com a logomarca da Revelation Recs.

O modelo promocional festeja o lançamento de número 150 do selo, que já mandou para o mercado nomes como Dag Nasty, Farside, Gorilla Biscuits, Sense Field, Gameface,  Youth Of Today entre muitas outras que desde sua fundação em 1987 marcou a história do punkrock. Segundo a Sneakersbr, devido ao atual diretor de merchandise da linha de vestuário da ADIDAS ser um ex bateriasta da Backlash e ex consultor de marketing da REVELATION, fechou o projeto, que conta ainda com a participação de Jordan Cooper, o dono da gravadora, e que usa a versão vulcanizada do CAMPUS como plataforma.

Não há informações sobre a comercialização do produto, o que é uma pena. O negócio agora é impreguinar a caixa de email da REVHQ pra tentar conseguir que eles vendam.

Em alguns dias vou postar essa matéria no Punknet, mas pra quem visita isso aqui, um presente!

Depois de merecidas férias forçadas, acá estou eu. Tudo bonito gente?

Pois então, comecemos com nossas dicas. Cara, na verdade vou falar uma dica só, mas que tem tanto assunto que vale por mil. Hoje vou falar de Bob Mould, o coroa mais legal, mais bonito (sim, ele é gay e nem por isso deixa de ser bonito em todos os aspectos), mais elegante e um dos músicos mais fodas e geniais de que tenho notícia. É, na verdade eu sou  péla saca dele há um bom tempo e não tenho vergonha de dizer que não foi no Hüsker Dü que conheci sua genialidade.

Bons tempos em que a MTV Brasil passava clipes. Me entretendo normalmente – há uns aninhos né, hehe – eis que começa a passar “Changes” do Sugar. Sei lá, acho que meu olho até brilhou na hora. Foi amor a primeira vista, sério. Se a paixonem também, caso não conheçam:

Daí eu fui procurar saber que porra de Sugar era esse. Claro, eu não tinha a manha nem as ferramentas de pesquisa que tenho hoje, daí a coisa foi mais demorada e tensa. Mas acabei descobrindo que o dono do vozeirão que parece até tunado, era de Bob Mould, Sr. Hüsker Dü. Daí pensei “Aaah que foda!” Pô, muito garotinha juvenil criada à leite com pêra, cara.

Apesar da pegada pop (sim e daí?), Copper Blue do Sugar é um dos meus discos prediletos so far. A NME também achou. Eleito melhor disco de 1992 pelo tablóide e além disso, ficou por  mais de 18 MESES no topo das paradas no Reino Unido. Pau-a-pau com Screamadelica do Primal Scream e Nevermind do Nirvana, bicho.

“Não espero que o Nirvana abra caminho pro Sugar... Travo minha própria batalha”

Bob Mould, 1992

Sabe aquele disco que você ouve inteiro e quando acaba você ainda fica pensando nele? Pois é, esse é o caso. Muita coisa de Pixies, Hüsker Dü e o que Mould descrevera mais tarde tributos a George Martin (em Hoover Dam) e aos Beatles (If I Could Change Your Mind) faz realmente você pirar na primeira ouvida. A segunda música, A Good Idea, é Pixies pra caralho e tem uma particularidade foda: sabe aquela passada de palheta  – sonoridade clássica no hardcore melódico – na guitarra? Então ele faz devargarzinho, o que faz um som muito foda combinado com um baixão fudido! Demais da conta. Em Slick “Deveriam ter usado essa música no seriado Bervely Hills 90210, quando Luke Perry [Dylan] finalmente bate com o carro” declarou Mould na época.

Ano passado, Bob trouxe outra pérola pra gente: District Line. Coisa linda de-meu-deus que levou primeiro lugar na minha lista de fim de ano. No DL Bob abordou a temática da vida urbanóide, que fala da sua vida simples e ao mesmo tempo agitada dentro dos limites de Washington, D.C., relacionamentos, sofrimentos, etcetera e tal. Apesar da forte influência eletrônica do Blowoff – empreitada dele num duo com Richard Morel djeizando músicas eletrônicas em festas nas naites gringas – DL trouxe as guitarradas de Mould na essência assim como no Sugar. Assisti em uma entrevista à Spin no ano passado, Bob falando sobre essa influência, que coisa de 10 anos atrás, ou até menos, música eletrônica pra ele era lixo, e que hoje tava pagando a lingua. Destaques para as músicas “Who Needs To Dream”, a dançante não obstante diferente, “Shelter Me” e a facilmente gostável “Very Temporary”. Atenção especial a duas faixas que já eram conhecidas dos fãs, “Walls of Time”, que fez parte do  disco bootleg de Mould,  Calm Before The Storm de 1985 e, “Again and Again” que se tornou uma constante nos shows de Bob antes do lançamento do DL.

Ano passado ele também lançou um dvd, Circle of a Friends, que não assisti ainda porque alguém me prometeu o dvd e até agora não me deu (né, Guta?).

Provavelmente quando você ler essa matéria, o novo disco do Bob já terá sido lançado. Tou com ele aqui antes do lançamento e tou em torpor ainda. Estupefata, digamos. Há algumas semanas já tinha ouvido “City Lights (Days Go By)” no AOL podcast e não aguentava mais a ansiedade para ouvir o “Life & Times”inteiro . Esses dias também saiu um set no Daytrotter Sessions, lindo demais, mas o disco mermo que é bom, neca. Até ontem! Tá, “The Breach” não sai do meu repeat, cara. “I know we’ve got friends who help us to understand the breach” É uma frase que não sai da minha cabeça. Por falar em frases, nesse disco Mould tá menos “coitadinho” digamos assim. Numa comparação entre o L&T e o DL,  me parece que ele resolveu encarar seus seus medos e anseios de frente deixando o conformismo passional de lado. Se ele no District Line cantava ”It’s the same thing every time, every time” [Who Needs To Dream?] ou ”Sad attempts at poetry, sad attempts at happiness, the sadness of reality.” [Again and Again], um ano depois se mostra com uma surpresa auto-estimática. Não é exatamente a felicidade em pessoa, mas, mais maduro e pronto pra livrar de grilhões que o prendem ao passado/pessoas: “You’re complicating things by being here. I wasn’t planning on this” (…) ”But somehow you’re getting into my box, the piece of my heart I protect. It’s taking me back, to the places I left behind – the old, life and times.” ou exala um certo cinismo ”I contemplate the situation, and pray for change upon my fate. Something tells me it ain’t changing. Bad blood’s better than no blood at all” em Bad Blood Better. E não importa se é rock ou eletrônico, Mould é genial.

Bob Mould – The Breach



Bob Mould – I’m Sorry Baby, But You ou Can’t Stand In My Light Any More

Life and Times

ANTI-RECORDS

$17.98

Releasing Tuesday, April 7

Como sempre, segue a minha lista dos dez dessa semana:

1 Play 57
2 Play
29
3 Play
16
4 Play
15
5 Play
13
6 Play
10
7 Play
7
8 Play
6
9 Play
5
10 Play
4
10
4

What will it be like when I get old
Will I still hop on my bike
And ride around town
Will I still want to be someone
And not just sit around
I don’t want to be like other adults
Cause they’ve already died
Cool and condescending, fossilized
Will I be rich will I be poor
Will I still sleep on the floor

What will it be like when I get
What will I be like when I get
What will it be like when I get old

Will I still kiss my girlfriend
And try to grab her ass
Will I still hate the cops and have no class
Will alll my grown up friends say
They’ve see it all before
They say hey act your age and I’m immature
Will I do myself proud or only what’s allowed
Will I sit aroung and talk about the old days
Sit around and watch TV
I never want to go that way
Never burn out not fade away
As I travel through my time
Will I like what I find

Faço 30 aninhos nessa quinta, a comemoração será no Demas & Divas no sábado, quem quiser ir é só me ligar. ;)